"Eu e o jornalista Nuno Simas somos vítimas", diz Relvas

Questionado pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP sobre encontro com Luís Neves, diretor adjunto da Judiciária, o ministro não esclareceu qual o objetivo do "café no hotel Ritz", em Lisboa.

O ministro adjunto Miguel Relvas não esclareceu, hoje no Parlamento, qual o objectivo de um encontro que teve com Jorge Silva Carvalho, ex-diretor do SIED, e com Luís Neves, diretor adjunto da Polícia Judiciária, em março de 2011. Questionado pelos deputados Cecília Honório, do Bloco de Esquerda, e João Oliveira, do PCP, sobre o que se falou nesse encontro, Miguel Relvas apenas admitiu ter tido o encontro, sem entrar em detalhes.

Fez questão de afirmar, no entanto, que é uma vítima de todo este processo, juntamente com o jornalista do "Público", Nuno Simas.

"Eu e o jornalista Nuno Simas somos vítimas", disse Relvas.

O ministro adjunto Miguel Relvas garantiu ainda aos deputados da I Comissão da Assembleia da República, que "nunca" faltou à verdade no chamado caso das secretas e quanto ao seu relacionamento com Jorge Silva Carvalho, ex-director do Serviço de Informações Estratégicas e Defesa (SIED), acusado de corrupção e violação do Segredo de Estado.

Miguel Relvas admitiu aos deputados ter mantido contactos com Jorge Silva Carvalho no âmbito das suas funções como quadro da Finertec. Porém, salientou, ter saído da empresa a 5 de Maio de 2011, não tendo participado na assinatura de um memorando de entendimento entre a Finertec e o grupo Ongoing. "O grupo Ongoing era, em Março de 2011 e antes de saírem estas notícias, um grupo prestigiado, com participações na PT e na Impresa"

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