"Este Governo é mais perigoso do que o de Sócrates"

O economista e ainda porta-voz da comissão política do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, considera que o Governo de Passos Coelho e de Paulo Portas é "ainda mais perigoso" do que o de José Sócrates. "É um Governo que não para perante nada."

Para além do fracasso da política orçamental, Louçã refere que "manipula o serviço público da televisão por ter uma ambição tentacular de controlo sobre todos os aspetos da vida social; exerce uma engenharia social frenética para destruir os direitos dos trabalhadores e reformados e aceita pagar juros agiotas". Daí que, conclui, é "o Governo mais perigoso que temos na democracia portuguesa".

Francisco Louçã defende uma alternativa de esquerda ao Governo mas não confia no PS devido ao seu comportamento de "cavaleiro da troika" e por defender as suas políticas: "No Partido Socialista, muitas pessoas que são de esquerda e têm defendido a rutura com a troika, a começar por Mário Soares que foi imediatamente desprezado dentro do partido".

Quanto à polémica da concessão da RTP, não entende a posição do CDS pois a ministra Assunção Cristas já sugerira igual procedimento em relação às águas: "Miguel Relvas teve a esperteza de propor para a televisão o que a ministra Assunção Cristas estava a propor para as águas em Portugal: em vez de privatizar, porque é muito desagradável, faz-se uma concessão."

No que respeita ao fim da sua qualidade de porta-voz do Bloco, Louçã nega que tenha condicionado a sucessão: "Haverá uma moção que apresentará uma proposta de liderança - que eu acho que é muito forte e consistente - e outras moções apresentarão outras propostas. E serão os militantes que vão decidir, mais ninguém."

Sobre o seu futuro como deputado, diz que "é muito cedo para tomar uma decisão". Sobre uma hipótese de candidatura à presidência da República, refere que ainda é muito novo para pensar nisso e que há uma fila muito grande de candidatos já anunciados: "Vou-me dedicar ao que sempre tenho feito, sou professor universitário e nunca deixei de dar aulas." Quanto a encabeçar uma lista ao Parlamento Europeu, também descarta essa possibilidade.

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