Estamos com os trabalhadores, mas sem querer tutelar os sindicatos, diz Seguro

António José Seguro afirmou hoje que o PS está com os trabalhadores, mas sem querer tutelar os sindicatos e rejeitando a "ideia arcaica" de que "tem de se ir perguntar ao partido o que se faz no sindicato".

O secretário-geral do PS fez estas afirmações numa intervenção no encerramento da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN, na qual acentuou que os partidos e os sindicatos têm funções distintas e nunca se referiu à greve geral convocada para quinta-feira [pelas duas centrais sindicais -- UGT e CGTP].

No seu discurso, Seguro referiu que esta foi a primeira vez que um secretário-geral do PS esteve presente num encontro da corrente sindical e considerou que "um partido socialista tem de estar onde estão as trabalhadoras e os trabalhadores portugueses", recebendo palmas.

"Ouvi aqui com muito gosto que a Corrente Sindical Socialista não aceita tutelas. E o PS também não aceita tutelar-vos. Isso é muito importante, porque nós no PS defendemos um movimento sindical forte, livre e independente, sem correias de transmissão. Nós dispensamos essa ideia arcaica de que tem de se ir ao partido perguntar o que é que se faz no sindicato. Não, nós queremos outro tipo de relacionamento", acrescentou, mais à frente.

António José Seguro contou que foi convidado para estar presente neste congresso ainda antes de ser eleito secretário-geral do PS e que aceitou de imediato, tendo agora cumprido essa promessa. "Isto dá-me crédito para vos dizer que também quero cumprir uma promessa que está na moção aprovada no nosso congresso de instituir uma nova relação, mais profícua e mais frutuosa, com todos os sindicalistas socialistas que fazem parte da vossa corrente sindical e que faz parte da tendencial sindical socialista. Não pode ser de outra maneira", prosseguiu.

O secretário-geral do PS assegurou depois que a sua direção respeita "a 100 por cento" as posições assumidas pelos sindicalistas, não entende que têm de estar "sempre de acordo em relação a tudo", mas "não dispensa" as suas ideias e propostas para a construção de "uma alternativa política ao atual Governo". Essa alternativa não se faz criticando todas as ações do Governo, faz-se sobretudo "apresentando propostas pela positiva", defendeu.

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