Estado não pode deixar os investidores "pendurados"

O líder do CDS defende que é preciso menos "papelada" do que aquela que o Estado exige para decidir um investimento

O presidente do CDS-PP quer um Estado mais "pragmático e despachado" a tratar dos projetos de investimento no nosso país, e promete autarcas centristas "facilitadores" do investimento e "adversários da burocracia".

Paulo Portas falava ontem aos jornalistas, depois de uma ação de campanha com o candidato do CDS-PP a Coimbra, Luís Providência. O vice-primeiro-ministro salientou que " única maneira de gerar crescimento é trazer investimento. Um investimento significa confiança. Para isso é preciso que o Estado, central ou municipal, seja despachado, rápido, pragmático, Que decida o que tem que decidir, que diga aos investidores sim ou não, mas não os deixe há espera, pendurados na indecisão"-

Paulo Portas defende "políticas de investimento mais lúcidas" nas autarquias. "É importante que os impostos municipais sejam moderados do ponto de vista das empresas e é importante que os serviços das câmaras despachem rapidamente os processos de investimento. Aquilo que tem que ser decidido em 90 dias, pode ser se calhar decidido em 60. Isso dá uma imagem eficiente do Estado. O que não pode é ficar um ano à espera sem decisão, como acontece às vezes. E quando isso acontece, as pessoas vão procurar outros concelhos que as tratem melhor", assinalou. Com esse objetivo, Paulo Portas considera "essencial" que os autarcas eleitos pelo CDS-PP "seja um facilitador do investimento e seja um adversário da burocracia. Se nós pensarmos bem, precisamos de menos papelada do que aquela que exigimos para decidir um investimento. Quer a nível central, quer a nível municipal".

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