Esforço terá que ser feito pelos madeirenses

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que a Madeira "está sufocada pelo peso da dívida", que "vai demorar muito tempo a ser corrigida", realçando que o esforço de ajustamento terá que ser feito pelos madeirenses e pelo futuro Governo.

Na visita à fábrica da Toyota em Ovar, para assinalar o 40.º aniversário da Produção Toyota em Portugal, o primeiro-ministro considerou que "a região está sufocada pelo peso da dívida, o que exigirá a execução de um programa de ajustamento rigoroso, que reflectirá a situação de grande peso da divida que foi criada ao longo destes anos".

Instado a comentar as eleições de domingo na Madeira, Pedro Passos Coelho escusou-se a falar sobre os resultados eleitorais, sustentando não estar "na qualidade de líder do PSD".

"Como líder do Governo, como primeiro-ministro, quero apenas cumprimentar o povo da Madeira, atendendo às circunstâncias difíceis que rodearam a eleição, dizendo a todos que o grande esforço de ajustamento terá que ser assegurado pelos próprios madeirenses", declarou.

Aos jornalistas, o primeiro-ministro afirmou que "a situação que se vive no arquipélago obrigará seguramente a um grande empenhamento não só dos madeirenses, mas do futuro governo para resolver uma situação de desequilíbrio muito forte que aconteceu".

"Creio que vai demorar muito tempo a ser corrigida", acrescentou.

O PSD conquistou no domingo a 10.ª maioria absoluta em legislativas regionais da Madeira, mas com o pior resultado de sempre, cabendo ao outro partido de centro-direita, o CDS, fazer a festa, com a passagem a maior partido da oposição.

Até agora, o pior resultado do partido liderado por Alberto João Jardim em eleições legislativas regionais tinha sido registado em 2004, com 53,71 por cento dos votos. Nas eleições de domingo, os sociais-democratas madeirenses conseguiram apenas 48,56 por cento e 25 deputados, apenas dois acima do limiar da maioria absoluta, e perderam perto de vinte mil votos em relação ao sufrágio de há quatro anos.

Dos cerca de 147 mil votantes, foram pouco mais de 70 mil os que votaram no PSD-Madeira, um facto destacado pelos partidos da oposição, que sublinharam que os sociais-democratas perderam a maioria absoluta dos madeirenses que foram às urnas (contando com os votos brancos e nulos).

Na sua declaração de vitória, Jardim sublinhou a conquista do objectivo da maioria absoluta, que lhe permitirá governar sozinho nos próximos quatro anos, e diz que recusará "medidas discricionárias" contra os madeirenses.

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