Emídio Guerreiro rejeita que jovens estejam descrentes

O secretário de Estado do Desporto e Juventude, Emídio Guerreiro, assumiu hoje a preocupação no desemprego jovem, mas rejeitou que haja o sentido de descrença no futuro do país.

"Eu acho que nós temos crença em Portugal. O que estamos é a viver um momento de crise generalizada, que faz com que as pessoas tenham de desenhar as suas respostas também", afirmou o governante, que tutela a Juventude, em entrevista à agência Lusa.

Na última semana, um estudo internacional encomendado pela seguradora Zurich, dava conta de que 57 por cento dos jovens portugueses entre os 15 e os 24 anos pretendia emigrar em busca de emprego.

"Eu não vejo isto como uma questão de descrença no país, acho que é uma resposta às dificuldades que o país passou, com o acumular de muitos anos com um modelo económico que, mais tarde ou mais cedo, tinha de devolver a fatura", referiu.

Emídio Guerreiro afirmou que o "tímido crescimento da economia" se regista graças a áreas exportadoras, "com mercado lá fora", sem ser em áreas subsidiadas, e destacou a importância de serem reforçados os programas dedicados ao empreendedorismo e à inovação.

"Há um ano e meio o Governo apresentou aos parceiros europeus o problema do número exagerado de jovens desempregados, conseguindo alterar a estrutura dos financiamentos dos quadros comunitários e foi possível. Foi assim que se arranjou os 300 milhões de euros que financiaram o 'Impulso Jovem', que foi muito criticado, levou muita pancada, mas a verdade é que mais de 90 mil jovens já foram abrangidos por esta ação", recordou.

Reconhecendo que este é "um instrumento para ajudar, mas não é o único", o governante revelou a satisfação com a promoção de um debate na Europa e, nesse sentido, com a criação, em 2014, do programa europeu "Garantia Jovem, com seis mil milhões de euros, que vai financiar diversos 'Impulsos Jovens' pela Europa".

"É óbvio que temos muito ainda a fazer, esperando que as medidas a médio prazo e o crescimento da economia decorram de forma sustentada para que os jovens que foram aprender noutros países voltem tragam o que aprenderam e melhorem o nosso potencial económico", salientou Emídio Guerreiro, reconhecendo a limitação que o país enfrenta, enquanto estiver sob assistência financeira.

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