Eleições serão oportunidade para apontar responsabilidades

O antigo ministro socialista Augusto Santos Silva disse hoje que as eleições autárquicas deste ano vão ser a primeira oportunidade para os portugueses se exprimirem sobre a situação do país e as responsabilidades dos partidos.

Intervindo em Aveiro num jantar debate sobre as eleições organizado pelo PS/Aveiro, Santos Silva afirmou que as próximas eleições autárquicas têm uma dimensão local, mas terão um significado nacional importante e efeito sobre os atos eleitorais seguintes.

"Será uma primeira oportunidade para os portugueses se pronunciarem sobre o Governo, de que as eleições regionais dos Açores já foram um pronunciamento, com a clamorosa derrota do PSD e do CDS, e em que se demonstrou claramente que o PS é a única alternativa", disse.

O socialista concluiu que "haverá ilações a tirar" porque "no outono os portugueses vão ter a oportunidade de se exprimirem sobre a situação do país e a responsabilidade dos partidos", quer do Governo, quer da oposição.

Para Augusto Santos Silva, "ao contrário do que alguns vaticinaram após a derrota de 2011, o PS está hoje numa situação confortável porque não só sobreviveu como ganhou as eleições regionais dos Açores e está à frente em todas as sondagens".

Está também hoje mais claro, segundo o ex-ministro da Defesa, "o legado dos ciclos de governação socialistas, nomeadamente de Guterres e de Sócrates", exortando por isso os militantes e candidatos a "não ter medo do passado político porque o PS de ontem e de hoje é o mesmo".

Como parte desse legado, enumerou a reforma da Segurança Social, a simplificação administrativa do Estado, a modernização da escola pública e novas respostas sociais em favor dos mais frágeis.

"Em mais de ano e meio, nenhuma reforma estrutural foi feita. O que a direita tem feito é uma ofensiva ideológica contra o Estado e a tentativa de reduzir o Estado Social a um Estado mínimo", criticou.

Para o socialista, "a receita do Governo só tem levado à catástrofe porque esmaga a economia e o emprego, o que impede o cumprimento de objetivos orçamentais".

O PS, ao nível europeu, tem também repetido ser necessária uma maior intervenção do Banco Central Europeu: "Foi por isso se verificar que foi possível regressar aos mercados e não por um golpe de mágica do ministro das Finanças, cujo fracasso foi evidenciado na execução orçamental de 2012, ao contrário do que procurou fazer o golpe publicitário intelectualmente desonesto do Governo".

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