Eanes quer renegociar com 'troika' para estimular economia

O ex-Presidente da República Ramalho Eanes defendeu hoje que o Governo deve renegociar o acordo com a 'troika' de forma a que seja possível "estimular a economia e ter crescimento", deixando também críticas à governação europeia.

"Há que cumprir escrupulosa e competentemente o acordo, há que adquirir confiabilidade, e depois há que renegociar determinadas condições", afirmou Ramalho Eanes. O ex-chefe de Estado falava aos jornalistas no final da conferência "Portugal, que futuro?", do núcleo jovem da SEDES, onde participou como orador convidado. Questionado sobre que tipo de renegociação defende, António Ramalho Eanes escusou-se a entrar em aspetos "técnicos" e afirmou que é preciso "pensar em negociar de tal maneira que seja possível haver condições que permitam crescer" economicamente.

"Condições que nos permitam satisfazer o que são as exigências em matéria de défice, mas que nos permitam estimular a economia e ter crescimento, porque obviamente sem crescimento teremos mais desemprego, menos impostos, e uma situação que não vai melhorar como todos desejamos", reforçou. Eanes deixou ainda críticas à governação da União Europeia e ao eixo franco-alemão, afirmando que "ninguém pode estar satisfeito" com a atuação da chanceler alemã, Angela Merkel.

Já questionado sobre as políticas do Governo PSD/CDS-PP, Ramalho Eanes recusou pronunciar-se. Nesta conferência da SEDES estiveram presentes figuras como Campos e Cunha, presidente desta instituição, o ex-ministro Medina Carreira, o ex-presidente da Assembleia da República Mota Amaral, o escritor Fernando Dacosta, o economista João Salgueiro ou o general Vasco Rocha Vieira.

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