É fácil conjugar posições para inquérito parlamentar, diz PSD

O líder parlamentar social-democrata disse hoje que será "relativamente fácil" haver uma "conjugação de posições" para a realização de um inquérito parlamentar ao caso BES, mostrando-se disponível para encontrar "o melhor tempo e modo mais adequado".

"Admito que seja relativamente fácil no parlamento poder haver uma conjugação de posições com vista a haver um inquérito parlamentar", afirmou o presidente do grupo parlamentar do PSD, Luís Montenegro, numa declaração à Lusa.

Sublinhando que o PSD e a maioria nunca se opuseram a diligências no parlamento com vista a, de uma forma transparente, apurar e escrutinar tudo aquilo que são os atos da administração, os atos do Governo e os atos dos órgãos da administração, Luís Montenegro recusou, contudo, qualquer tipo de "precipitação" ou "corridas de verão para ver quem chega primeiro".

"É uma matéria que é importante e quando reabrirmos os trabalhos no parlamento, nós analisaremos todas as propostas que sobre ela forem feitas", acrescentou, mostrando-se disponível para ouvir o que os outros partidos dirão sobre o assunto para "definir qual é o melhor tempo e o modo mais adequado" para a realização do inquérito.

O líder parlamentar do PSD lembrou ainda que no início de agosto a ministra das Finanças já esteve na comissão permanente da Assembleia da República a prestar esclarecimentos sobre o caso do BES e, a pedido da maioria, o governador do Banco de Portugal deslocou-se à comissão parlamentar de Orçamento e Finanças.

A 2 de agosto, o líder parlamentar do PCP, João Oliveira anunciou que o seu partido iria propor a criação de uma comissão de inquérito para apurar responsabilidades sobre a situação do BES.

O PS já disponibilizou assinaturas para forçar o inquérito, no chamado "agendamento potestativo", caso a maioria PSD/CDS o chumbasse.

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