É "abusivo" generalizar situação financeira das regiões autónomas

O candidato socialista à presidência do Governo Regional, Vasco Cordeiro, considerou esta noite "abusiva" a generalização relativamente à situação financeira das regiões autónomas, frisando que a gestão "equilibrada" das finanças públicas é um dos principais ativos dos Açores

"Quando olhamos para o país, resulta claro que é com o governo do PS que a autonomia solidária existe e se afirma. É uma generalização abusiva falar de regiões autónomas quando se fala da situação financeira", afirmou Vasco Cordeiro, num comício no Pavilhão Gimnodesportivo de Porto Judeu, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.

Vasco Cordeiro frisou que a distinção entre a situação financeira dos Açores e da Madeira "é uma realidade reconhecida pelo Governo da República, que reconheceu que os Açores são a única região do país que cumpre o seu orçamento e não gera défice este ano".

Para o candidato socialista, a gestão "equilibrada e rigorosa" das finanças públicas, além de ser "motivo de orgulho", confere ao executivo regional uma "legitimidade reforçada para vencer o desafio da revisão da Lei de Finanças Regionais".

Nesse sentido, defendeu que a lei "mantenha a atual discriminação positiva" dos Açores, que permite uma diferenciação de 30 por cento relativamente aos impostos pagos no resto do país, contrariando o que está definido no memorando assinado com a troika, que prevê uma redução dessa diferenciação para 20 por cento.

Em declarações à Lusa no final do comício, Vasco Cordeiro salientou que a exigência que consta do memorando "fazia sentido" quando a troika não tinha um conhecimento real da situação financeira dos Açores, mas não agora que ela é reconhecida como positiva por várias entidades nacionais e internacionais.

Na intervenção que proferiu no comício, Vasco Cordeiro defendeu ainda a necessidade de "defender a autonomia" nas eleições regionais de 14 de outubro, frisando que se referia "à autonomia que traz resultados para as pessoas", ou seja, a que permite impostos e combustíveis mais baratos ou os complementos regionais de pensão e de abono de família.

O candidato socialista reafirmou ainda que "não é a economia que deve estar ao serviço das finanças públicas, mas as finanças públicas que devem estar ao serviço do desenvolvimento económico".

"Nunca será de mais dizer ao Governo da República do PSD que a chave é a economia", frisou.

O comício desta noite no Porto Judeu foi, segundo Sérgio Ávila, cabeça de lista do PS pelo círculo da Terceira, "o maior alguma vez realizado na Terceira para eleições regionais".

Sérgio Ávila afirmou que estavam presentes "mais de 2.200 pessoas", frisando que o PS "ganhou ao Barcelona, ao Real Madrid, ao Porto e ao Sporting", numa referência ao facto de os jogos entre as duas equipas espanholas e as duas portugueses terem decorrido à hora do comício não ter afastado os militantes e simpatizantes do PS/Açores.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG