Diretor do SIS defende fusão das 'secretas'

Documento com posição de Horácio Pinto foi entregue a grupo de trabalho criado por Pedro Passos Coelho, em 2011, sobre internacionalização no sector empresarial.

O diretor-geral do Serviço de Informações de Segurança (SIS) defende a fusão do seu serviço com as 'secretas' externas, o Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), para melhor proteger os interesses económicos nacionais e considera esta uma missão central da 'intelligence' portuguesa. Esta posição está escrita num documento a que o DN teve acesso, entregue por Horácio Pinto a um grupo de trabalho sobre internacionalização e desenvolvimento no setor empresarial, criado pelo primeiro-ministro em 2011 (ver texto em baixo). O relatório foi apresentado a Passos Coelho na mesma altura em que, por causa da polémica que envolveu o ex-diretor do SIED, Jorge Silva Carvalho, a relação dos espiões com as empresas suscitou acesa controvérsia.

A fusão das secretas, que estava no programa de Governo, foi na altura congelada perante a oposição perentória do PS, o que torna esta opinião do diretor do SIS mais relevante, uma vez que tinha sido nomeado há poucos meses pelo então executivo socialista, liderado por José Sócrates.

"A fusão do SIS e do SIED numa estrutura única, como preconizado no programa do Governo (o atual), poderá trazer vantagens substanciais na proteção e salvaguarda dos interesses económicos nacionais, quer na vertente interna, quer na vertente externa", considera este juiz desembargador.

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