Direção do PS mantém silêncio sobre candidatura de Sampaio da Nóvoa

Depois do ataque demolidor de Sérgio Sousa Pinto, ninguém comenta a corrida a Belém. Carlos Zorrinho, ex-líder parlamentar, propõe primárias para os socialistas decidirem quem apoiam.

A mais que provável candidatura de António Sampaio da Nóvoa à Presidência da República está longe de ser um tema cómodo no PS. E o silêncio nas hostes socialistas sobre o possível avanço do ex-reitor da Universidade de Lisboa demonstra-o bem. É certo que era domingo de Páscoa, mas da direção de António Costa o máximo que o DN conseguiu ouvir foi "não quero fazer comentários".

Do presidente do partido, Carlos César - o primeiro a sinalizar que o partido veria com bons olhos a hipótese Sampaio da Nóvoa -, ao Secretariado Nacional, foram as várias as personalidades contactadas, ainda que sem sucesso. E o próprio Sampaio da Nóvoa recusou adiantar o que quer que fosse, frisando que talvez dentro de uma semana, uma semana e meia, volte a pronunciar-se sobre a hipótese de entrar na corrida a Belém.

Ora, o independente, que parece colher simpatia de vários setores do PS, foi duramente criticado, no sábado, por Sérgio Sousa Pinto, secretário nacional do partido, que o DN também contactou, sem sucesso. Na rede social Facebook, o também deputado rosa foi corrosivo: "Não lhe basta a sublime virgindade de, em 60 anos, nunca se ter metido com partidos, de que fugiu como do tifo. Também parece que agradece a Deus a graça de ser pobre. Antes do partido dos mujiques que do movimento do Mujica. Assistimos com horror à demagogia venezuelana do Podemos e o fenómeno político latino-americano apareceu-nos pela porta traseira. Esta não é a minha esquerda."

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