Desistência da alta velocidade foi "um erro colossal"

O ex-ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações António Mendonça considerou hoje que a desistência do projeto de alta velocidade foi "um erro colossal", com impactos significativas no desenvolvimento económico do país.

"Não obstante toda a situação posterior à minha saída do Ministério [das Obras Públicas, Transportes e Comunicações], a desistência do projeto de alta velocidade terá sido um erro colossal", afirmou António Mendonça numa intervenção inicial na comissão parlamentar de inquérito às Parcerias Público-Privadas (PPP) rodoviárias e ferroviárias, a decorrer no Parlamento.

Segundo o ex-ministro socialista, "a paragem do projeto impediu a injeção na economia de verbas comunitárias muito significativas" que poderiam potenciar a evolução do país e contribuir para atenuar a elevada taxa de desemprego.

Nesse sentido, defendeu que não é possível "desligar" a suspensão deste projeto com o agravamento da situação financeira do país.

"A desistência deste processo contribui para o agudizar das condições económicas do nosso país. Na atual conjuntura, era um projeto importante em todos os aspetos. As externalidades do projeto eram imensas", defendeu.

António Mendonça assinalou ainda que "um projeto desta natureza teria minorado aquilo que se passou em termos da evolução da economia portuguesa".

O antigo governante regressou hoje à comissão de inquérito para explicar o que levou o então Governo, liderado por José Sócrates, a anular o concurso público relativo à construção da linha de alta velocidade, no troço Lisboa - Poceirão, em setembro de 2010.

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