Deputada explica porque disse estar "um bocado drogada"

"Senhor presidente, desculpe, estou um bocado drogada. Drogas lícitas", disse a deputada socialista Isabel Moreira durante o plenário, hoje, no Parlamento. Depois, explicou à Lusa que foi uma brincadeira que fez depois de ter tido uma quebra de tensão.

Isabel Moreira, deputada independente que integra a bancada do PS - e que está a preparar um projeto para permitir a co-adoção por casais homossexuais -, causou surpresa no hemiciclo da Assembleia da República ao mostrar dificuldade em levantar-se da cadeira para comunicar a sua declaração de voto e, sobretudo, ao dizer: "Senhor presidente, desculpe, estou um bocado drogada. Drogas lícitas".

A deputada independente do PS e constitucionalista referiu depois à agência Lusa que quinta-feira foi sujeita "a uma intervenção cirúrgica dolorosa", mas que fez questão de marcar presença no plenário.

"Como o tema da adoção por casais homossexuais faz parte das minhas militâncias, mesmo assim decidi estar hoje presente na Assembleia da República. Quando estava a pedir a palavra para anunciar a minha declaração de voto tive uma quebra de tensão violenta", explicou a deputada.

Nessa altura, segundo Isabel Moreira, disse ter tido "medo de cair". "Por isso, usei então uma expressão humorística", justificou a constitucionalista. "Senhor presidente, desculpe, estou um bocado drogada. Drogas lícitas", disse ao dirigir-se ao presidente em exercício da sessão plenária, o deputado comunista António Filipe.

Isabel Moreira abandonou depois o hemiciclo apoiada pela deputada socialista Ana Catarina Mendes.

"Depois de anunciar a minha declaração de voto sentei-me na cadeira e tive um desmaio", referiu ainda à agência Lusa, numa alusão à forma como abandonou a sessão plenário.

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