Deputada do BE renuncia ao mandato na sequência da investigação sobre moradas

Sandra Cunha renunciou depois de o Ministério Público ter solicitado o levantamento da imunidade parlamentar. Será substituída por Diana Santos, psicóloga clínica de 36 anos.

Sandra Cunha pediu esta quinta-feira a renúncia ao mandato depois do Ministério Público ter solicitado o levantamento da imunidade parlamentar para a constituir como arguida num processo de discrepâncias com moradas indicadas no parlamento.

"A minha constituição como arguida leva-me a pedir a renúncia ao meu mandato de deputada à Assembleia da República. Por motivos pessoais, porque pretendo defender o meu bom nome com total liberdade, e por motivos políticos, porque não quero que a continuidade em funções durante a minha defesa possa ser usada como arma de arremesso contra o Bloco de Esquerda", pode ler-se numa nota publicada nas redes sociais da agora ex-deputada.

De acordo com Sandra Cunha, o Ministério Público pediu o levantamento da sua imunidade parlamentar "para ser constituída arguida na sequência da identificação de discrepâncias nas moradas" que indicou ao Parlamento entre 2017 e 2018.

De acordo com a bloquista, essas discrepâncias foram esclarecidas "oportunamente", no momento em que as corrigiu.

Sandra Cunha vai ser substituída no Parlamento por Diana Santos, psicóloga clínica com 36 anos e ativista pelos direitos humanos e civis das pessoas com deficiência.

À agência Lusa, fonte oficial do BE adiantou que Diana Santos é a nova deputada bloquista, que ocupava o quarto lugar da lista que o partido apresentou ao distrito de Setúbal nas eleições legislativas de 2019, ano em que conseguiram eleger dois deputados por aquele círculo eleitoral.

Psicóloga clínica, Diana Santos tem 36 anos e é tetraplégica. "Ativista pelos direitos humanos e civis das pessoas com deficiência, foi também Presidente da Associação Centro de Vida Independente e membro do Movimento (d)eficientes indignados", pode ler-se na mesma nota biográfica enviada à agência Lusa.

A nova deputada do BE é formada em psicologia clínica pela Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa, pós-graduada em doenças metabólicas e comportamento alimentar pela Faculdade de Medicina de Lisboa e especialista em Sexualidade Clínica e Terapia de Casal pelo Instituto Português de Psicologia.

"A minha constituição como arguida leva-me a pedir a renúncia ao meu mandato de deputada à Assembleia da República. Por motivos pessoais, porque pretendo defender o meu bom nome com total liberdade, e por motivos políticos, porque não quero que a continuidade em funções durante a minha defesa possa ser usada como arma de arremesso contra o Bloco de Esquerda", pode ler-se numa nota publicada nas redes sociais da agora ex-deputada.

De acordo com Sandra Cunha, o Ministério Público pediu o levantamento da sua imunidade parlamentar "para ser constituída arguida na sequência da identificação de discrepâncias nas moradas" que indicou ao Parlamento entre 2017 e 2018.

Segundo a bloquista, essas discrepâncias foram esclarecidas "oportunamente", no momento em que as corrigiu.

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