Demissão "não foi capricho nem enfado"

O presidente do CDS-PP e vice-primeiro ministro correspondeu às expectativas dos militantes em relação à explicação que esperavam ouvir sobre o seu pedido de demissão "irrevogável" em julho passado.

"Não foi por capricho ou enfado", garantiu Paulo Portas aos congressistas reunidos em Oliveira de Bairro, reconhecendo esse como um dos "momentos difíceis" da coligação governativa.

Portas declarou que só quem "não conhece" o seu "sentido de missão" é que poderia ter pensado isso. "Mas o partido conhece", sublinhou "e sabe que atuei como último recurso por entender que se nada fosse feito a coligação podia deteriorar-se".

O dirigente centrista sublinhou que "o que tem de ser, teve muita força e a verdade é que a crise foi superada e o Governo está mais forte". Paulo Portas entende que "o país não precisa de um CDS igual ao PSD, mas precisa que o CDS e o PSD estejam juntos por Portugal".

Quase a terminar o seu discurso, Portas reforçou a garantia de que a coligação está para durar e, sem nunca usar a palavra "irrevogável", afiançou: "Sou de ficar e não de abandonar!".

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