Defesa e Transportes analisam cedência de bases aéreas

A base aérea de Sintra é a que reúne mais capacidades, na área de Lisboa, para servir como aeroporto para as companhias low cost, matéria que vai ser objecto de uma reunião entre os ministérios da Defesa e dos Transportes na próxima semana.

Fonte oficial do Ministério da Defesa confirmou ao DN que "há conversas" com a tutela dos Transportes para encontrar formas de obter "uma gestão mais eficiente dos recursos disponíveis e que possam potenciar as infra-estruturas militares" em benefício da economia do País.

Os dois ministérios, a nível dos secretários de Estado, vão reunir-se na próxima semana a fim de estudar o assunto e saber-se o que é preciso, para depois se "analisar o que há" e obter o parecer da Força Aérea, adiantou a Defesa.

O jornal Público noticia esta quinta-feira que a companhia Easyjet vai assinar um acordo com o Governo para inaugurar, em Abril de 2012, um centro de operações numa base aérea em Lisboa.

Segundo fontes aeronáuticas, Alverca dificilmente será uma opção para as companhias aéreas de baixos custos, dado que as pistas são quase paralelas às do aeroporto da Portela - o que dificulta a navegação e gestão do tráfego aéreo.

Com a base da Ota desactivada e colocada numa zona onde o terreno circundante e a meteorologia (nevoeiros) não facilitam o tráfego aéreo, restam na zona de Lisboa as bases do Montijo e de Sintra.

A dificuldade no caso do Montijo é semelhante à de Alverca - mas porque as pistas são perpendiculares, adiantou uma das fontes, pelo que restará a base de Sintra.

Nesta base, que está bem servida por vias rodoviárias e está a menos de 30 quilómetros do centro de Lisboa, está situada a Academia da Força Aérea e o Museu do Ar (em fase de reestruturação).

A alternativa seria a base de Monte Real, próximo de Leiria, mas a distância a Lisboa já ronda a centena de quilómetros.

A exemplo de casos anteriores, a Força Aérea deverá manifestar disponibilidade para ceder ou partilhar as suas bases militares com terceiros, desde que as suas operações sejam garantidas e a parte civil assuma as responsabilidades e custos das adaptações a fazer.

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