De desconhecido a protagonista, o contabilista explica-se hoje

Machado da Cruz, o homem que Ricardo Salgado acusou de ser o responsável pelo buraco de 1300 milhões, vai contar, no Parlamento, a sua versão do esquema de ocultação de passivos no Grupo Espírito Santo.

Nunca quis protagonismo. Sempre recusou ser fotografado ou dar a cara. Exigiu que as portas da sala seis, no Parlamento, onde vai ser ouvido fossem fechadas. Francisco Machado da Cruz, o contabilista do Grupo Espírito Santo (GES) que quase ninguém conhecia e de quem todos falam desde que começaram os trabalhos da comissão de inquérito ao colapso do Banco Espírito Santo (BES), vai estar hoje perante os deputados e dar a conhecer a sua versão da história.

Num puzzle muito incompleto, o ex-comissaire aux comptes poderá ser determinante para que se perceba por que razão as contas da Espírito Santo International (ESI) estavam deslocadas da realidade, pelo menos, desde 2008. Os deputados não deixarão de o confrontar com o buraco de 1300 milhões de euros na ESI (cuja incapacidade de cumprimento em relação ao BES contribuiu para o colapso do banco) e perguntar, naturalmente, se a omissão desse passivo foi propositada. E, claro, quando terá começado. Já em maio do ano passado, em entrevista ao Jornal de Negócios, Ricardo Salgado responsabilizava Machado da Cruz, que teria "perdido o pé no meio da situação".

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