Crítica das chefias a associações é "elemento de pressão"

O presidente da Associação Nacional de Sargentos (ANS) qualificou esta quinta-feira, como "mais um elemento de pressão" para "criar divisões entre militares", a condenação do Conselho de Chefes às "atitudes públicas" das associações.

Lima Coelho comentava ao DN o teor do comunicado de quarta-feira do Conselho de Chefes de Estado Maior (CCEM), coincidindo com novos protestos públicos das associações (nomeadamente junto à Presidência da República).

O CCEM condenou "atitudes públicas promovidas pelas associações socioprofissionais de militares que não dignificam a postura institucional dos membros das Forças Armadas que, com honra, dignidade e elevado sentido de missão, cumprem, diariamente, múltiplas missões ao serviço de Portugal".

Para Lima Coelho, esse comunicado revelou também a "pressão do poder político para criar clivagens", quando "o que temos visto é o apreço da população" pelos militares nessas ações de protesto.

O CCEM, no seu comunicado, adiantou que "o ambiente de cooperação que tem norteado a troca de informação entre as chefias e a tutela tem permitido vencer obstáculos e clarificar situações, com a finalidade de obter resultados que salvaguardem as expetativas dos militares, assegurem o regular funcionamento das Forças Armadas e o cumprimento escrupuloso das missões atribuídas".

Como as Forças Armadas cumprem as suas funções com "dignidade e elevado sentido de missão", o CCEM reafirmou a "determinação para manter a solidez da coesão e disciplina" e voltou a rejeitar "interferências na ação de comando".

O presidente da ANS acusou depois o ministro da Defesa de dizer "uma redonda mentira" ao referir (numa entrevista à Antena 1) que as associações de militares representam apenas os cerca de 3000 efetivos que são sócios.

As associações "são obrigadas" por lei a dizer quantos sócios têm, pelo que o ministro Aguiar-Branco mostra "não saber" os dados oficiais e até "está a pôr em causa uma lei [do associativismo militar] que ele próprio votou" como deputado da oposição, argumentou Lima Coelho.

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