Criar o posto de furriel? Para os sargentos a ideia é "uma ofensa"

Associação lamenta que poder político "proponha tal aberração" e chefias militares "subscrevam tal iniquidade", que os desvaloriza.

A proposta de Estatuto dos Militares das Forças Armadas (EMFAR) "contém alterações inaceitáveis, ofensivas e muitas delas injustificadas" em relação aos sargentos, declara a respetiva associação em ofício enviado esta semana às tutelas política e militar.

Criar o posto de subsargento ou furriel para iniciar a carreira como sargento (quando surgem novos postos no topo das categorias de oficiais e praças) e atribuir o "nível 5" de qualificação - "sem reconhecimento académico" - para admissão como sargentos dos quadros permanentes são duas das soluções que a Associação Nacional de Sargentos (ANS) qualifica como ofensivas e desvalorizadoras dessa categoria e a levaram a solicitar uma audiência ao ministro da Defesa com carácter de urgência.

"Se por desconhecimento ou falta de sensibilidade sobre a matéria consideramos grave que o legislador político proponha tal aberração, mais grave se torna que militares com responsabilidades nos trabalhos e na decisão final subscrevam tal iniquidade", adianta o texto que a ANS remeteu na segunda-feira aos gabinetes do ministro da Defesa e dos quatro chefes militares.

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