Costa quer acordo alargado interpartidário

António Costa (PS) defendeu hoje, nas cerimónias de celebração do 5 de Outubro, que chegou "a hora da construção de uma estratégia nacional de desenvolvimento justo e sustentável", a qual só será "verdadeira e consistentemente nacional se recolher amplo apoio parlamentar e social", reforçando "a nossa posição negocial perante as instituições internacionais"

Falando nos Paços do Concelho em Lisboa, o presidente da câmara disse que esta "estratégia nacional de desenvolvimento" terá de "ser construída na cooperação e no diálogo com os parceiros sociais, as regiões autónomas e as autarquias, os centros de produção do conhecimento e da criatividade, as empresas inovadoras, os agentes culturais e os cidadãos em geral".

"Não há contradição entre democracia e desenvolvimento económico assim como não há contradição entre crescimento e consolidação financeira", afirmou ainda o presidente da câmara de Lisboa.

Numa aparente indireta ao primeiro-ministro - que tem visto algumas das principais medidas do seu programa económico chumbadas no Tribunal Constitucional - Costa criticou os que apostam em que "regras fundamentais da democracia e do Estado de Direito sejam ignoradas ou postergadas em nome de objetivos imediatos ou sob pressão dos acontecimentos, numa espécie de 'vale tudo político' que assim se soma ao 'vale tudo' financeiro e económico, que nos levou à situação em que estamos".

Na mesma cerimónia - que desta vez decorreu no interior dos Paços do Concelho e não na varanda virada para a Praça do Município -, o Presidente da República centrou o seu discurso na defesa da escola pública e na defesa dos valores republicanos que pode transmitir. Para Cavaco Silva, "numa república ninguém está acima da lei e dos deveres de cidadania".

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