Costa desiste do discurso da "bomba atómica"

Líder socialista procura reverter ónus da instabilidade para a coligação. "Estamos muito preocupados com a estabilidade", diz

António Costa decidiu não voltar à carga com a ideia, ensaiada anteontem na Antena 1, de que chumbará o OE 2016 caso o PS perca as eleições e a coligação PSD/CDS vença sem maioria absoluta. Ontem, numa jornada que começou em Sintra e acabou em Portalegre, o líder socialista procurou antes colocar o ónus da instabilidade na "coligação de direita".

"Quero ser muito claro, estamos muito preocupados com a estabilidade", afirmou - num comício de casa meio-cheia, ao fim da tarde, na Praça do Sertório, em Évora.

"De repente - acrescentou - a coligação de direita surgiu com uma preocupação, a da estabilidade." E "é estranho porque durante quatro anos não se preocuparam com a estabilidade dos que perderam emprego, das famílias, dos funcionários públicos, dos pensionistas. Não os vi preocupados com o facto de uma cada três crianças viver abaixo do limiar de pobreza".

Apesar de ter desistido de afirmar que colocará a governabilidade em causa se o PS perder, Costa não deixou de associar a ideia de estabilidade à ideia de maioria absoluta. "Não é altura de o país acrescentar à crise económica mais instabilidade e mais crise económica" e "só há uma forma de mudarmos, é dar ao PS maioria absoluta", afirmou.

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