Correia de Campos diz que é "preciso substituir ADSE"

O subsistema da função pública "é mau" e "naturalmente injusto" e tem de ser substituído por "mecanismos de mutualização", afirma o antigo ministro da Saúde do Governo Sócrates, que defendeu também isto em 2009

Correia de Campos saiu em defesa do coordenador do PS para a Saúde Álvaro Beleza sobre a extinção da ADSE. Para o atual eurodeputado socialista e antigo ministro do Governo de José Sócrates, "o título [da manchete do Jornal de Notícias] foi puxado para dar mais emoção à primeira página".

Na leitura de Correia de Campos, o caminho "é substituir a ADSE porque é um mau sistema, não é integrado, em que o doente é partido às fatias", exemplificou. Por isso, "tem de ser substituído, encontrando uma solução para substituir" o subsistema para os funcionários públicos. E recordou que a ADSE sempre funcionou como "migalhinhas do salazarismo", para de algum modo compensar o não aumento de salários na função pública.

O antigo ministro da Saúde recordou que, nessa condição, "em 2007 pediu um relatório de sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS)", onde já se defendia "a reforma absoluta da ADSE". E preconizou "a criação e integração no SNS e de uma mútua para que a classe média possa respirar".

Apesar das críticas que vários deputados socialistas dirigiram a Álvaro Beleza e de Carlos Zorrinho ter dito que o PS se opõe à extinção da ADSE, a verdade é que José Sócrates inscreveu no seu programa eleitoral de 2009 que "como forma de promover maior equidade, devem os subsistemas públicos de saúde evoluir para o modelo de auto-suficiência".

Esta referência na página 73 antecipava a vontade do então líder socialista e primeiro-ministro que defendia que o PS devia acabar progressivamente com o financiamento da ADSE através do Orçamento do Estado, retomando exatamente as propostas de Correia de Campos quando governante.

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