Consumidores pedem faturas em nome de Passos Coelho

Já são muitos os consumidores que, como forma de protesto, pedem faturas em nome e com o Número de Identificação Fiscal (NIF) de Passos Coelho. O semanário Sol garante que o NIF pertence mesmo ao primeiro-ministro e o Correio da Manhã fala mesmo em milhares de faturas. A TSF avança que os dados de Vítor Gaspar também estão a ser partilhados na Internet. O caso pode vir a ser investigado pelas Finanças.

Segundo o semanário Sol e o diário Correio da Manhã os dados de Passos Coelho estão a circular através de email e SMS, uma situação que é do conhecimento das autoridades.

Ao Sol, o Sindicato dos Trabalhadores do Impostos confirma que tem conhecimento desta situação há pelo menos 15 dias e alerta para os riscos de fraudes destas novas medidas.

"O comerciantes põe o NIF que lhe é dado pelo consumidor final e não tem competência para fiscalizar se o número pertence de fato àquela pessoa", explicou ao Sol Amândio Alves, dirigente do sindicato.

O dirigente sindical explicou ainda que a continuar o protesto, e as faturas em nome do primeiro-ministro a aumentarem, é provável que no final do ano Passos Coelho tenha faturas de valor superior aos rendimentos o que será alvo de uma investigação por parte do Fisco por rendimentos não declarados.

A maioria das faturas relativas ao mês de janeiro devem dar entrada nos serviços do Fisco até ao dia 25 de fevereiro.

Exclusivos

Premium

Nuno Severiano Teixeira

"O soldado Milhões é um símbolo da capacidade heroica" portuguesa

Entrevista a Nuno Severiano Teixeira, professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e antigo ministro da Defesa. O autor de The Portuguese at War, um livro agora editado exclusivamente em Inglaterra a pedido da Sussex Academic Press, fala da história militar do país e da evolução tremenda das nossas Forças Armadas desde a chegada da democracia.

Premium

Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Dos pobres também reza a história

Já era tempo de a humanidade começar a atuar sem ideias preconcebidas sobre como erradicar a pobreza. A atribuição do Prémio Nobel da Economia esta semana a Esther Duflo, ao seu marido Abhijit Vinaayak Banerjee e a Michael Kremer, pela sua abordagem para reduzir a pobreza global, parece indicar que estamos finalmente nesse caminho. Logo à partida, esta escolha reforça a noção de que a pobreza é mesmo um problema global e que deve ser assumido como tal. Em seguida, ilustra a validade do experimentalismo na abordagem que se quer cada vez mais científica às questões económico-sociais. Por último, pela análise que os laureados têm feito de questões específicas e precisas, temos a demonstração da importância das políticas económico-financeiras orientadas para as pessoas.