Constâncio acredita num regresso aos mercados em 2013

O vice-presidente do Banco Central Europeu disse hoje, em Bruxelas, que Portugal pode mesmo regressar aos mercados em 2013.

Cauteloso, Vítor Constâncio atirou: "Eu nunca disse que esse acesso estava em causa. Claro que ninguém pode prever o futuro, mas esse é o cenário previsível". O antigo governador do Banco de Portugal respondia a perguntas de Diogo Feio, eurodeputado do CDS/PP, durante a sessão de hoje da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu, que também já tinha ouvido antes Mario Draghi, presidente do BCE, que apresentou o relatório anual de 2011 da instituição.

À saída da reunião, Constâncio explicou ainda que a evolução das taxas de juro portuguesas acabam por não espelhar já ou antecipar o tal regresso aos mercados, que terá ainda de ser "examinado" caso as circunstâncias económicas e financeiras da zona euro se modifiquem. No entanto, o vice-presidente do BCE que deixar claro dentro e fora da reunião que "até ao momento o país tem estado a cumprir o programa que acordou com as instituições europeias".

Na mesma comissão, Vítor Constâncio defendeu ainda que "as questões da comunicação são muito importantes" nesta fase, tendo perdido algum tempo a explicar o que pensa sobre as reformas actualmente em curso e em resposta ao eurodeputado português e a mais três parlamentares que lhe formularam questões. Constâncio disse que "a união monetária exige uma dose maior de união orçamental" e defendeu a necessidade de "um mecanismo de gestão de crises". Para o vice do BCE, "as condições de supervisão e de resolução de crises bancárias têm de evoluir num sentido mais pan-europeu".

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