Conselho Nacional do PSD vai reunir hoje

Dirigentes distritais querem expulsão de militantes que concorreram contra o partido. No "parlamento" do PSD será hoje feito o balanço das eleições. Haverá como atenuar os custos da governação?

Pedro Passos Coelho chega hoje ao Conselho Nacional do PSD transportando consigo o pior resultado autárquico de que há memória no partido - "novidade" a que se acrescentou o facto de o seu partido parceiro de coligação, o CDS, ter conseguido, pelo contrário, aumentar de um para cinco o número de presidências de câmara, o "penta" que Paulo Portas festivamente assinalou no domingo à noite.

Ontem, numa aparente reação aos resultados eleitorais, o porta--voz do partido, Marco António Costa, fez saber que o próximo congresso nacional do partido poderia ser antecipado de março/abril para janeiro (provavelmente com diretas para eleição do líder no dia 25). Momentos depois de a notícia ser divulgada, no site do Expresso, o dirigente garantia no entanto que essa antecipação já há semanas que tinha sido anunciada.

Aparentemente numa tentativa de proteger Passos, criando inimigos internos, dois importantes dirigentes distritais do PSD, Miguel Pinto Luz (Lisboa) e Virgílio Macedo (Porto), reafirmavam o que já há muito tinham dito: querem ver fora do partido todos os dissidentes cujas candidaturas diminuíram os resultados eleitorais do PSD (os casos mais notórios serão os de Marco Almeida, em Sintra, e de Guilherme Aguiar, em Vila Nova de Gaia).

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