Conselheiros revelam "realismo e ponderação"

O CDS-PP considera que os resultados do Conselho de Estado de terça-feira revelam "realismo, ponderação e sentido de Estado" e rejeita as críticas feitas pelos partidos da oposição que acusam o Governo de falta de diálogo.

O Conselho de Estado apelou na terça-feira a todas as forças políticas e sociais para que impere um "espírito de diálogo construtivo" capaz de assegurar os interesses que melhor sirvam os interesses do país.

Contactado pela Lusa, Nuno Magalhães, líder parlamentar da bancada centrista sublinhou as "três mensagens essenciais" transmitidas pelos conselheiros de Estado no final do seu encontro de seis horas: "A necessidade de cumprir compromissos", o "apelo ao diálogo e ao desejado consenso partidário alargado" e a "necessidade de haver um compromisso nacional, uma mobilização nacional" em torno dos objetivos assumidos.

Questionado sobre as acusações dos partidos da oposição de falta de diálogo, Nuno Magalhães rejeitou que assim seja, distinguindo, no entanto, o PS dos restantes partidos à sua esquerda.

"Da parte de certa oposição, mais à esquerda, [BE, PCP e Os Verdes], penso que para haver diálogo é preciso haver duas partes e da parte dos partidos mais à esquerda não vejo esse diálogo. Até porque defendem um modelo completamente diverso, que passa pelo não cumprimento dos compromissos internacionais", afirmou o líder parlamentar.

Quanto ao diálogo com o principal partido da oposição, o PS, o líder parlamentar do CDS-PP garantiu que "da parte do Governo tem havido a máxima abertura", referindo que tanto o primeiro-ministro, na terça-feira, como o ministro das Finanças, hoje na Assembleia da República, reiteraram a importância desse diálogo.

O comunicado do Conselho refere que "no momento em que, na Assembleia da República, decorrem os trabalhos para a aprovação do Orçamento do Estado para 2012, o Conselho de Estado apela a todas as forças políticas e sociais para que impere um espírito de diálogo construtivo capaz de assegurar os entendimentos que melhor sirvam os interesses do país, quer a estabilização financeira, quer o crescimento económico, a criação de emprego e a preservação da coesão social".

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