Congresso termina hoje com eleição de nova direção

O XXXIV Congresso do PSD termina hoje com a eleição dos novos órgãos nacionais e com a intervenção do presidente, que no sábado anunciou duas alterações na sua equipa dirigente e o reforço de poderes de Jorge Moreira da Silva.

A nova direção proposta por Passos Coelho inclui como novidades os vice-presidentes Pedro Pinto e Teresa Leal Coelho, que substituem Paula Teixeira da Cruz e Diogo Leite Campos. Mantêm-se Marco António Costa, Nilza Sena, Manuel Rodrigues e Jorge Moreira da Silva, passando este último a ser o primeiro vice-presidente e assumir funções de coordenador da Comissão Política do PSD.

Passos Coelho decidiu também manter José Matos Rosa como secretário-geral do PSD.

No sábado, o Congresso manteve um tom morno, com intervenções de quase unanimidade em torno das reformas e das medidas restritivas "mas necessárias" que o Governo de coligação com o CDS-PP está a tomar, quebradas apenas a espaços por algumas críticas de autarcas, como o presidente da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) ou o presidente dos Autarcas Sociais-Democratas (ASD), que voltou a atacar a proposta de redução destes órgãos locais.

Já o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, que é responsável pela reforma administrativa que prevê a redução do número de freguesias, não discursou perante o Congresso, embora, no sábado, tivesse chegado a ser apontada uma hora para a sua intervenção.

Relvas deixou o cargo de secretário-geral do PSD no ano passado, depois de tomar posse como ministro, por imposição estatutária, e neste Congresso ficou fora da direção do PSD.

O dia no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, começou com votações estatutárias, que decorreram de forma atribulada, levando o presidente do PSD a subir por duas vezes ao palco do Congresso para fazer advertências sobre o que estava a ser votado.

Uma das normas, que passava a eleição dos órgãos nacionais do Congresso para diretas, foi inicialmente aprovada, mas acabou chumbada numa segunda votação.

A direção de Pedro Passos Coelho viu ainda rejeitadas duas das suas propostas, uma para criar a figura do simpatizante do partido e outra para abrir a possibilidade de primárias para a escolha dos candidatos do partido a eleições externas.

O ex-presidente Luís Filipe Menezes, o eurodeputado Paulo Rangel, o líder parlamentar, Luís Montenegro, ou o presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, estiveram entre as figuras mais destacadas do partido que discursaram no segundo dia do Congresso.

O discurso de encerramento de Passos Coelho do XXXIV Congresso do PSD está marcado para as 13:00.

Os trabalhos do segundo dia do Congresso terminaram cerca das 4:15, já com poucos congressistas na sala, mas com o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, a manter-se até ao final.

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