Congresso arranca "com brilhozinho nos olhos"

O secretário-geral do PS, António Costa, entrou ao som de duas obras de Brahms, a Sinfonia n.1 e Abertura do Festival Académico.

Nem Vangelis, nem "O Gladiador", nem "Norte e Sul". Os delegados do XX Congresso do PS foram recebidos "Com um brilhozinho nos olhos", de Sérgio Godinho. Ao mesmo tempo, iam passando nos ecrãs gigantes imagens a preto-e-branco de António Costa nas primárias socialistas.

A música é a banda sonora certa para um congresso em que António Costa pisca o olho às novas tendências à esquerda do PS. Foi também pela esquerda que o secretário-geral entrou no pavilhão 1 da FIL no Parque das Nações. Antes disso, enfrentou socalcos de câmaras e jornalistas que se acotovelaram para o ouvir, com as perguntas a recaírem sobre o caso que a direção quer ver ausente do congresso: a detenção de José Sócrates.

Pela manhã, figuras como Almeida Santos, Maria de Belém e Carlos César foram falando à comunicação social. Os delegados menos mediáticos iam esperando em fila para votar, com desabafos de quem não está habituado a estas andanças: "Gosto muito de ver os jornalistas assim ao vivo"; "Lá vem ele, lá vem o Costa"; "Estes tipos atropelam toda a gente, daqui a pouco preciso de um braço biónico". À porta do pavilhão ouve-se sotaques de várias zonas do país e os delegados tentam ajudar-se uns aos outros. "Por aqui camarada", ouve-se aqui e ali.

A chegada de António Costa, levantou os delegados que o aplaudiram de pé durante alguns minutos, desta vez ao som e duas obras de Brahms, a 'Sinfonia n.1' e 'Abertura do Festival Académico', que terminou com os punhos esquerdos levantados.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG