Congressista quer acabar com a gratuitidade do aborto

António Pinheiro Torres defende a revisão da lei sobre a interrupção voluntária da gravidez e diz que esta não deve estar isenta de taxas moderadoras como os restantes cuidados prestados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Numa das primeiras intervenções deste sábado, segundo dia do XXXV Congresso do PSD, o congressista socorreu-se de dados da Direção Geral de Saúde para dizer que desde a sua despenalização (julho de 2007) foram realizadas 101456 interrupções voluntárias da gravidez, sublinhando que 1/4 das mulheres "são reincidentes" naquele ato.

Por isso, António Pinheiro Torres questionou se a lei "não terá ido longe de mais", assinalando o "incumprimento e desadequação da legislação" em vigor, tal como já na proposta que levou à reunião magna dos sociais-democratas, que decorre no Coliseu dos Recreios, havia referido.

Agora, o objetivo do ex-deputado Pinheiro Torres passa por colocar o aborto "no mesmo plano de financiamento que outros cuidados do SNS e da Segurança Social", acabando com a sua gratuitidade. E para sustentar a tese, ainda deu um exemplo: "No caso das grávidas das ilhas que venham abortar a Lisboa, as deslocações e as estadias, suas e de um acompanhante, são pagas a 100% [pelo Estado]."

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