Conferência para renegociação da dívida? "Não estarei desse lado"

Primeiro-ministro fecha a porta à proposta do novo governo grego para uma iniciativa europeia sobre o tema da dívida. Catarina Martins (BE) diz que opção revela quais são "os compromissos" do governo.

Pedro Passos Coelho deixou esta sexta-feira bem claro que não apoiará a iniciativa do novo governo grego para a realização de uma conferência europeia para a renegociação da dívida, em resposta à porta-voz do BE, Catarina Martins.

"Não estarei do lado de nenhuma conferência que seja para perdoar a dívida ou reestruturar a dívida à custa dos povos europeus. Isso é claro, muito claro", retorquiu o primeiro-ministro no debate quinzenal, no Parlamento.

Para Catarina Martins, a posição de Passos deixa claro com quem são "os compromissos" do governo PSD/CDS, assinalando ainda o perdão da dívida concedido à Alemanha após a II Guerra Mundial. "Vai estar do lado da especulação?", interrogou a deputada bloquista.

Passos ironizou, felicitou o BE pela vitória do seu "partido congénere" na Grécia, mas voltou à carga frisando que renegociar a dívida é "contra o interesse dos portugueses".

Já numa fase mais adiantada do debate parlamentar, foi o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, a recuperar o tema da dívida para lançar farpas... ao PS. Para o social-democrata, o PS "uns dias defende umas coisas e noutros defende outras", pelo que recordou as palavras do líder do partido rosa, António Costa, quando disse que a pressão da dívida é "constrangedora", mas não é "insustentável", ao contrário do que defendem, por exemplo, vários deputados do partido.

Na resposta, o primeiro-ministro disse que espera que a posição dos socialistas, de facto, seja essa, embora tenha referido que nem sempre é "credível" aquilo que o PS defende por ver naquilo que os socialistas vão afirmando "uma contradição insanável".

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