Compra de dívida: "Este é um primeiro passo, mas ainda insuficiente", diz Costa

Líder socialista saúda plano anunciado esta quinta-feira pelo BCE para compra da dívida pública. E acusa o governo de Passos Coelho de continuar isolado, agora também "externamente".

Ao programa de alívio anunciado pelo presidente do BCE, Mario Draghi, com o organismo europeu a dizer que vai comprar pelo menos 60 mil milhões por mês de dívida pública e privada até setembro, o secretário-geral do PS, António Costa, disse que falta uma condição "essencial": "Substituir governos como o português", que até aqui defenderam e seguiram uma política de austeridade.

Para Costa, "o plano do BCE deve ser visto em conjunto com o plano Juncker", anunciado em dezembro, para estímulo do investimento, do crescimento e do emprego, no valor de 300 mil milhões de euros, e com a flexibilização das regras do plano de estabilidade e crescimento que a Comissão Europeia divulgou no início da semana. "Este é um primeiro passo, mas ainda insuficiente. É necessário uma profunda mudança na Europa", insistiu.

"Todas estas" propostas, considerou o líder socialista, sinalizam uma "viragem na política europeia", que "há muito" os partidos socialistas europeus e o PS português defendem. "É um bom princípio, mas o início de um caminho", apontou. Para logo acrescentar que o "essencial" é mudar de governo.

Costa notou que "hoje" o anúncio de Draghi significou uma "pesada derrota política e doutrinária" de governos como o português. Costa apontou o dedo ao executivo de Passos ("um governo que reiterada e obstinadamente mantém uma política contra a economia"), para constatar que este já estava isolado "internamente" e agora está também "externamente".

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