"Com muita humildade": Passos garante que se atrasou mas não deve nada

Primeiro-ministro voltou a explicar-se sobre falta de pagamento de contribuições para a Segurança Social e processos de contraordenação e execuções fiscais. Partidos ainda não receberam respostas.

Passos Coelho repetiu esta sexta-feira à tarde uma expressão, "com humildade", para falar da falta de pagamento de contribuições à Segurança Social e de processos de contraordenação e execuções fiscais por atrasos na entrega de declarações de IRS.

"Creio que é importante reconhecer com humildade que não me orgulho exatamente de poder ter tido atrasos na entrega de declarações [de IRS] ou na realização de pagamentos mas julgo que isso não se deve confundir com manobras de evasão fiscal ou com tentativas dilatórias que o que pretendem é fugir às obrigações a que nunca fugi", afirmou o primeiro-ministro.

Falando aos jornalistas em Vimioso, no distrito de Bragança, onde esteve de visita, Passos Coelho aproveitou para dizer que já teve "ocasião de responder por escrito a todas as perguntas que os deputados" lhe colocaram. Contactadas pelo DN, fontes oficiais das bancadas do PS, PCP e BE disseram que ainda não tinham recebido essas respostas, sem no entanto poder garantir que as mesmas já teriam dado entrada nos serviços do Parlamento.

O primeiro-ministro insistiu que "nunca" deixou de pagar "aquilo que devia" e que tem a sua "situação regularizada há muitos anos".

Depois voltou a sublinhar que "é mau dizer-se que ninguém pode dizer que conhece todas as leis", mas foi o que aconteceu, para justificar a sua anterior explicação de que "não tinha consciência" de que estava obrigado a pagar aquelas contribuições à Segurança Social.

O DN fez também duas perguntas ao gabinete do primeiro-ministro, na quarta-feira, pelas 9.47 da manhã, mas desde então a assessoria de imprensa recusa-se a responder ao pedido formulado.

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