Coligação PSD-CDS: Barões entram em força para apelar à maioria

Rui Rio vai participar na campanha, que continua com pouca rua, embora hoje teste a força em arruada no "cavaquistão".

Para a campanha e em força. Na estratégia de atingir a maioria, a coligação Portugal à Frente guardou os trunfos para os últimos dias, quando vão aparecer vários "barões" da direita. Foi o que fez ontem o ex-líder do PSD Marques Mendes, que discursou de surpresa no jantar-comício em Coimbra. Segue-se o ex--autarca do Porto Rui Rio, que vai nesta semana participar numa "ação nacional" da campanha, garantiu ao DN fonte da coligação.

Marques Mendes aproveitou o discurso na cidade dos estudantes para pedir maioria para a coligação, avisando que sem ela "haverá o risco de um governo eleito pelo povo ser travado no Parlamento e de ver o seu orçamento chumbado". Em rasgados elogios a Passos Coelho, Mendes disse que o líder do PSD "ganhou um lugar na história" por "devolver a troika à precedência".

Num apelo aos indecisos, Marques Mendes disse que "ficar a casa é beneficiar o infrator e o infrator não é Passos Coelho, é o partido que trouxe a troika".

Mendes até citou o ex-ministro socialista Teixeira dos Santos para dizer que as propostas do PS para a Segurança Social são um "arriscadas". "Basta de aventuras: já tivemos a aventura das Scut, das PPP, das swaps e, agora, da redução da TSU", advertiu o ex-líder do PSD.

Além de Marques Mendes e de Rui Rio, o DN apurou que também Durão Barroso já deu o seu apoio num vídeo que em breve será exibido, como aconteceu com Fernando Nogueira na última segunda-feira.

A maioria entrou no léxico da coligação. Já na segunda-feira, em Pombal, a coligação assumia a maioria com uma tarja gigante que dizia: "A maioria começa hoje em Pombal". Foram até distribuídas pulseiras, similares às de entrada nas discotecas, com a mesma frase.

Num dia sem rua no programa, Passos Coelho furou a agenda para ir à praia em Mira, onde houve tempo para um conto (dos tempos) de criança. O primeiro-ministro recordou - em conversa com a cabeça de lista do distrito de Coimbra, Margarida Mano - como passava férias "nesta praia", lembrando-se de que foi ali que fez muitas das "birras que os garotos fazem".

E lembrou os tempos em que em vez de vender aviões - como a privatização TAP - os queria comprar. "A última birra de que me lembro é que queria um avião. E os meus pais lá tiveram de me arranjar um avião de plástico, mas o que eu queria era um avião a sério. Mas acabei por partir tudo", contou Passos.

Antes que ficasse a ideia de que birrento e destrutivo são uma marca da sua personalidade, o líder do PSD acrescentou que "em vez de destruir, à medida que fui crescendo aumentei a minha capacidade para reconstruir as coisas".

Já Paulo Portas quebrou a premissa da coligação de não fazer promessas e garantiu a uma eleitora que lhe pediu o chapéu que lho daria no final da campanha. E insistiu para que lhe desse o número. "Escreva aí no papelinho o seu número de telemóvel", disse-lhe Portas.

Mais tarde, numa visita à Aquinos, uma fábrica de sofás e colchões que tem como cliente o IKEA, Passos mostrou o seu lado mais avarento enquanto apalpava um colchão: "Pois, este é mais caro." Ao que o funcionário da fábrica respondeu: "De facto é mais caro." Passos ripostou no imediato: "Se é mais caro, não é para mim." A troika já saiu, mas o primeiro-ministro mantém-se prudente.

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