"Coesão social é um suporte da nossa democracia"

Primeiro-ministro defende a importância da "preservação do modelo social europeu" e pretende canalizar mais investimento para projetos de solidariedade. Sobre a visita da troika a Portugal, nem uma palavra.

Pedro Passos Coelho destacou este sábado no Congresso da Economia Social, que decorreu no Estoril, a importância de "valorizar a economia social" para suprir necessidades coletivas de forma "mais descentralizada", defendendo, por isso, a canalização de verbas estatais e de fundos europeus para a criação de uma "malha de solidariedade mais fina e mais próxima" no País.

"O Governo tem vindo a trabalhar numa série de parcerias, celebradas entre o Estado, as autarquias e instituições particulares de solidariedade social (IPSS), porque esta é uma função que não cabe a uma só entidade", frisou o primeiro-ministro, observando, por outro lado, que espera que o "contributo mais expressivo" deste setor para o crescimento económico português.

"A coesão social é um dos mais importantes suportes na nossa democracia e, nesse sentido, devemos aumentar a eficácia do investimento no domínio social e adaptá-lo às necessidades que estão em constante mutação", sustentou o chefe do Governo, que vincou a importância da "cooperação" com todos os parceiros sociais para a implementação de projetos e para a criação de emprego neste domínio, identificando ainda o "modelo social europeu" como algo "a preservar".

À margem deste evento, o líder do Executivo PSD/CDS escusou-se a comentar a visita da troika a Portugal, que teve início na segunda-feira, a três semanas do início do oitavo exame regular ao Programa de Assistência Económica e Financeira.

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