Coelho vai recorrer de decisão "injusta" e "perigosa"

O deputado do PTP na Assembleia Legislativa da Madeira José Manuel Coelho, hoje condenado a 18 meses de prisão, com pena suspensa, vai recorrer da decisão, que classificou como "injusta" e "perigosa", já que o pode levar à cadeia.

"Já era de esperar, mas eu vou recorrer, porque eu não aceito esta sentença que considero injusta", disse aos jornalistas, à saída do edifício que alberga as Varas de Competência Mista do Funchal.

O deputado reconheceu ainda que esta condenação, "apesar de ser pena suspensa, é um tanto ou quanto perigosa".

"Na medida em que eu tenho outros processos pendentes em tribunal e, se for condenado, naturalmente que, a meio do período de vigência da pena suspensa, vou logo preso", declarou José Manuel Coelho, de 60 anos, que na I Sessão Legislativa da atual Legislatura viu o Parlamento regional levantar-lhe a imunidade parlamentar várias vezes para responder noutros processos judiciais.

O deputado afirmou que "o objetivo (...) do regime" é metê-lo na prisão e calá-lo.

"Mas não me calarão, porque eu não vou desviar uma vírgula do meu combate", comparando a governação de Alberto João Jardim a uma ditadura.

O ex-candidato presidencial, que ficou conhecido por exibir uma bandeira nazi na Assembleia Legislativa da Madeira quando era deputado pelo Partido da Nova Democracia, classificou ainda o presidente do Governo Regional de "tiranete".

Sobre o acórdão, José Manuel Coelho manifestou-se satisfeito por ter sido condenado por menos crimes do que os que lhe foram imputados e por ter de pagar uma indemnização de valor inferior à pedida pelos assistentes.

O deputado do PTP foi hoje condenado a 18 meses de prisão, com pena suspensa por igual período, por dois crimes de difamação agravada contra o presidente e o vice-presidente do Governo Regional.

O coletivo de juízes das Varas de Competência Mista do Funchal condenou ainda o arguido a pagar 2.500 euros ao chefe do executivo insular, Alberto João Jardim, e 5.500 euros ao seu vice-presidente, João Cunha e Silva, por danos não patrimoniais.

O deputado estava ainda acusado neste julgamento, que juntou quatro processos, de mais três crimes de difamação, na forma agravada, e de um crime de ofensa a organismo, serviço ou pessoa coletiva, também na forma agravada, dos quais foi absolvido.

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