China satisfeita com austeridade portuguesa

A China não tem dúvidas sobre a atitude correta do Governo português no que respeita à política de austeridade. Em menos de 24 horas, o ministro Paulo Portas foi recebido pelo vice-primeiro-ministro Li Keqiang e o seu homólogo dos Negócios Estrangeiros, Yang Jiechi, e ambos fizeram questão de iniciar os cumprimentos com uma benção à austeridade.

Se no caso de Jiechi os cumprimentos se estenderam até ao "importante" papel de Portas no Governo, já o vice-primeiro-ministro enquadrou "Portugal como parceiro estratégico da China" e como "cumpridor exemplar das decisões aprovadas no último Conselho Europeu", especificando que o nosso país está no bom caminho para "atingir os objetivos".

Em resposta às palavras do próximo primeiro-ministro, foi um Paulo Portas agradado que respondeu: "É uma responsabilidade fazer esta visita num momento muito produtivo nas relações entre a China e Portugal." E para deixar Keqiang mais descansado, reafirmou as recentes palavras de Passos Coelho de que "o povo português está a mostrar um grande patriotismo e um sentido de esforço para ultrapassar as dificuldades."

Palavras doces para o Governo da República Popular da China, que vê em Portugal um parceiro preferencial para a sua expansão mundial, e respeitadoras de um ministro que leva quase seis dezenas de empresários na sua comitiva desejosos de fazer negócios com este país possuidor de um mercado gigantesco.

Após a visita ao vice-primeiro-ministro, Paulo Portas encontrou-se com o presidente da Three Gorges, Cao Guandjing, empresa que adquiriu 21,35% do capital da EDP por 2700 milhões de euros.

(O jornalista acompanha a viagem a convite do Governo)

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