CDU: "Se são de esquerda, façam uma política de esquerda"

Jerónimo de Sousa desafiou esta noite o PS, num jantar-comício em Serpa, a acertar "o nome com o que dizem", pois "se são de esquerda façam uma política de esquerda".

O secretário-geral comunista, insistindo que "a CDU nunca faltará a uma política patriótica e de esquerda" sem alguma vez "servir de sustentáculo" às politicas da direita, recorreu a uma metáfora para se fazer entender: "Uma figueira brava, mesmo enxertada em macieira, nunca dará maçãs."

Assim, continuou Jerónimo de Sousa, um governo do PS "nunca dará um resultado diferente" se prosseguir as linhas gerais do atual executivo PSD/CDS, cujas políticas que qualificou como ataques aos direitos dos trabalhadores o levaram a desabafar: "No tempo da escravatura o trabalho nunca faltava, o que faltava eram salários e direitos."

O líder da CDU, a propósito de Pedro Passos Coelho ter dito esta quinta-feira "uma coisa em que nem ele acredita" e que consistiu num apelo a todos os partidos parlamentares para ajudarem "a construir um Portugal melhor".

Jerónimo de Sousa, começando por dizer que "união é uma palavra que provoca urticária" (por invocar o Estado Novo), questionou esse apelo ao lembrar que o PSD "sistematicamente vinha fazendo apelo ao PS e CDS para formar o arco governantivo, da velha política de direita".

"As reiteradas promessas de amor" ao interior e de combate às assimetrias regionais, que têm sido feitas ao longo dos anos por PSD, CDS e PS, também mereceram fortes críticas de Jerónimo de Sousa - a quem não se ouviu uma palavra sobre o Alqueva e a sua importância para a agricultura alentejana.

Além de criarem "novas carências sem resolver o que quer que seja", o secretário-geral do PCP sustentou que "as boas intenções apregoadas" por aqueles três partidos, sempre que estiveram no governo, "correspondem a uma brutal politica de autêntica guerra contra o território e o interior".

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