CDU: Maioria absoluta ou voto útil "para quê? E para quem?"

O voto útil "não é para servir quem o recebe", insistiu Jerónimo de Sousa.

Jerónimo de Sousa considerou este domingo que "os portugueses devem ter a obrigação" de perguntar para que querem, PS e PSD/CDS, uma maioria absoluta ou fazem apelo ao voto útil. O líder comunista, que intervinha num almoço-comício em Alpiarça com cerca de 800 participantes, argumentou que "a maioria absoluta não significa estabilidade política, económica e social, antes pelo contrário".

Quanto ao voto útil, enfatizou, ele "também deve ser útil para quem o dá, tem que ser colocado [na urna] para resolver as vidas, os anseios" dos eleitores.

O voto útil "não é para servir quem o recebe", insistiu Jerónimo de Sousa, provocando nova onda de entusiasmo entre as centenas de apoiantes - meio milhar dos quais "independentes", referiu o secretário-geral do PCP, acompanhado pelo cabeça de lista da CDU por Santarém, António Filipe.

PS, PSD e CDS "querem governar com quem? Para fazer que política? Não conseguem explicar porque o [seu] passado fala por si. Já experimentaram tudo, já tiveram maiorias absolutas [...] que infernizaram a vida" dos portugueses, sublinhou o secretário-geral comunista.

Jerónimo de Sousa declarou ainda que "as promessas e declarações" do líder da coligação PSD/CDS, Pedro Passos Coelho "não têm credibilidade nenhuma" e que a sua palavra "vale zero". "Vale tanto como um tostão furado", dado o contraste entre o que prometeu há quatro anos e o que depois fez durante a legislatura.

António Filipe, por sua vez, disse que o facto de Passos Coelho ter trazido o papão "anticomunista para a campanha" - provocando um enorme coro de assobios - significa "que é bom sinal". Mais, "gritam cada vez mais alto porque a maioria absoluta está cada vez mais longe".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG