CDU está "em condições de assumir todas as responsabilidades governativas"

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, criticou hoje duramente as políticas de "terrorismo social" do atual Governo, tendo assegurado que a CDU está em condições de assumir todas as responsabilidades governativas que o povo lhe entenda atribuir.

Jerónimo de Sousa participou num almoço regional que juntou cerca de 700 pessoas em Alpiarça e, perante muitos autarcas ribatejanos e sob o mote "Por uma política alternativa patriótica e de esquerda", criticou a "ofensiva sem precedentes" da maioria PSD/CDS-PP, tendo apontado baterias às eleições autárquicas que vão decorrer este ano.

"A batalha que vamos realizar em outubro diz respeito a eleições muito específicas mas que estão inseridas num combate mais amplo, tendo em conta os problemas que o país atravessa", observou, tendo afirmado que a ajuda externa "originou dois anos desgraçados, com mais pobreza, mais desemprego, mais injustiça social, mais dependência do estrangeiro".

"Neste programa de terrorismo social", continuou Jerónimo de Sousa, "não há uma medida que belisque o grande capital financeiro mas sim quem menos pode, que é o povo português".

"Para acabar com esta ofensiva sem precedentes e para uma política alternativa patriótica e de esquerda, a CDU diz ao povo português que está em condições de assumir todas as responsabilidades que o povo lhe queira atribuir, seja nas autarquias, seja na Assembleia da República, seja mesmo como Governo", assegurou o líder comunista.

Jerónimo de Sousa disse ainda que o Governo está hoje "mais fraco, em contradições e a abrir brechas, por causa da luta dos trabalhadores e do povo português", tendo apelado a "mais luta e mais força".

O secretário-geral do PCP apresentou medidas para corrigir a atual situação, a começar pela renegociação da dívida, pela aposta no aparelho produtivo nacional, aumento dos salários e pensões de reforma, imposição de preços regulados de combustível, alargamento do acesso ao subsídio de desemprego e reposição do abono de família, entre outras.

Jerónimo de Sousa lembrou ainda a importância das manifestações realizadas a 25 de abril e 1 de maio, tendo apelado a uma grande participação, dia 25 de maio, junto ao Palácio de Belém.

"Vamos reivindicar a demissão deste Governo e pedir que a palavra seja devolvida ao povo, para encontrarmos juntos as soluções que o País precisa", concretizou.

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