CDU. Comunistas rejeitam "acordo com PS para tramar pensionistas"

Secretário-geral do PCP afirmou este sábado, em Vila Nova de Famalicão, que nem a coligação PSD/CDS nem o PS merecem governar Portugal "porque atacam quem precisa de proteção social".

Jerónimo de Sousa assegurou esta noite que a CDU "está em condições de assumir todas as responsabilidades", mas declarou invioláveis os valores e princípios que norteiam os comunistas em defesa dos trabalhadores e dos mais desfavorecidos.

Após as dezenas de apoiantes presentes na biblioteca de Famalicão responderem com um rotundo "não" à sua pergunta sobre se queriam um acordo da CDU com os socialistas "para tramar os que menos podem", o líder do PCP enfatizou: "Não queremos favores do PS, mas o apoio do povo porque é ele que determinará a força" da coligação na próxima legislatura.

Argumentando que "o PS hibernou e desapareceu em combate" durante os quatro anos de governo da coligação PSD/CDS, enquanto a CDU esteve "ao lado" das populações e dos trabalhadores prejudicados nas suas pensões, reformas, salários ou apoios sociais, Jerónimo de Sousa atacou a seguir os partidos da coligação por dizerem que o futuro vai ser melhor.

Com tanto desemprego, cortes de salários e pensões ou aumento dos impostos, "que resposta têm para dizer que se está no bom caminho?", questionou Jerónimo de Sousa, acrescentando: "Se está, dêm para cá o que roubaram no salário, na pensão, na reforma....."

"Se está tudo bem, devolvam-nos o que nos tiraram", instou o secretário-geral do PCP, perante os aplausos e gritos de apoio dos participantes .

Jerónimo de Sousa disse depois que a dívida "afinal cresceu 50 mil milhões de euros nestes anos [...], agravaram a situação do país e agora procuram limpar a folha, dizer que o PS deixou isto tudo desgraçado". Porém, "foram eles os executores" do pacto de agressão assinado com a troika.

Por isso, argumentou, "se não criticarmos, se não denunciarmos, se não trouxermos à memória o que fizeram" nesta legislatura, PSD e CDS vão apresentar-se "lavadinhos por cima e por baixo, como se não tivesse nada a ver" com os cortes denunciados pela CDU.

Carla Silva, cabeça de lista da CDU pelo círculo de Braga, fez um balanço da atividade dos comunistas no distrito e fez um ataque cerrado aos adversários políticos nestas eleições ao perguntar-lhes "onde estavam" quando foram encerrados ou afetados os serviços públicos no distrito, ou quando empresas entraram em dificuldades e os trabalhadores foram despedidos ou ficaram com salários em atraso por causa da crise.

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