CDS recusa que recondução do governador seja "engolir um sapo"

Cecília Meireles aponta venda do Novo Banco e estabilidade do sistema financeiro como argumentos plausíveis para a nomeação, mas mantém as críticas à atuação de Carlos Costa.

O CDS-PP foi o último partido a reagir à recondução de Carlos Costa por parte do governo. Se minutos antes o PSD, pela voz de Carlos Abreu Amorim, tinha falado num mandato "exemplar" do governador do Banco de Portugal (BdP), a centrista Cecília Meireles manteve as críticas que o partido fez ao longo da comissão parlamentar de inquérito (CPI) ao colapso do BES/GES.

"O CDS teve sempre uma visão crítica [da atuação] do governador", sublinhou, sem recuar nesse ponto, embora tenha invocado a importância da venda "em boas condições" do Novo Banco para o sistema financeiro como razão para não mexer na supervisão nesta altura. Para os centristas, é a "estabilidade do sistema financeiro" que está em causa, motivo pelo qual não contestam o anúncio do executivo de reconduzir o homem que está responsável pela venda. "A recondução é compreensível", observou já depois de ter lembrado que o papel de Carlos Costa foi "diferente" daquele que Vítor Constâncio teve no caso BPN.

Seja como for, e perante as duras críticas que o CDS fez ao responsável pela supervisão bancária, Cecília Meireles foi assertiva: "Não é um engolir de sapo."

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