CDS queria carregar nas "culpas" de Constâncio no BPN

O CDS elogiou hoje o esforço de consenso político em torno do relatório da comissão de inquérito sobre o BPN, mas admitiu que, por sua vontade, carregaria mais nas culpas da supervisão liderada por Vítor Constâncio.

A posição do CDS foi transmitida por João Almeida, numa declaração feita imediatamente antes de o relatório final da comissão de inquérito sobre a nacionalização e reprivatização do Banco Português de Negócios (BPN) ter sido aprovado apenas com o voto contra do Bloco de Esquerda.

João Almeida referiu que, para haver amplo consenso político, é sempre necessário existir um "equilíbrio de posições" entre os diferentes partidos.

"Se o relatório final desta comissão de inquérito fosse unicamente da responsabilidade do CDS, teria sido dada uma ênfase maior às graves responsabilidades que teve a supervisão, um poder público que não defendeu os contribuintes", disse, numa crítica ao papel exercido pelo ex-governador do Banco de Portugal Vítor Constâncio.

João Almeida sugeriu ainda que o CDS é mais crítico do que a versão do relatório final sobre o que se passou no período de nacionalização do BPN, entre 2008 e o início de 2012, que coincidiu em grande parte com os dois governos liderados por José Sócrates.

Neste ponto, o deputado do CDS reiterou acusações à gestão da Caixa Geral de Depósitos no BPN, que na sua perspetiva degradou o valor do banco, e à própria condução estratégica do BPN pela tutela, o Estado.

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