CDS quer que ex-ministro prove que negociou com a 'troika'

O CDS-PP apresentou um requerimento ao presidente da comissão de inquérito para solicitar a Teixeira dos Santos o envio de toda a documentação que prove as negociações entre o Governo e a 'troika' sobre a reprivatização do BPN.

"Nós temos que ter a concretização daquilo que o Professor Teixeira dos Santos disse ter feito, que era a tentativa de negociar com a 'troika' a reprivatização do BPN em melhores condições do que aquelas que acabou por conseguir", disse hoje à agência Lusa João Almeida, deputado do CDS-PP.

O político diz que o objetivo é saber "quais as condições que o PS disse que eram necessárias para essa reprivatização porque, infelizmente, o Governo, pela voz do Professor Teixeira dos Santos, foi ao longo do tempo dizendo muitas coisas (na comissão de Orçamento e Finanças e na Comissão de Inquérito ao BPN), que veio a verificar-se que não eram exatamente como tinham sido referidas".

O porta-voz do CDS-PP realçou que o seu partido considera "fundamental" perceber se houve negociação e, tendo havido, perceber "se o Governo do PS defendeu os interesses de Portugal, e dos contribuintes, e em que termos o fez".

O requerimento, a que a Lusa teve acesso, foi enviado na quarta-feira para o deputado socialista Vitalino Canas, que preside à atual comissão de inquérito parlamentar.

No documento, o CDS-PP pede para que "seja solicitado ao Professor Teixeira dos Santos que remeta a esta comissão de inquérito todos os documentos, apontamentos e notas, quer em papel, quer em qualquer suporte informático, relacionados com a negociação efetuada entre o Estado Português e o BCE, o FMI e a CE, sobre o BPN, aquando da celebração do Memorando de Entendimento".

E acrescenta que, "caso os mesmos não existam, que seja elaborado um documento com a descrição do teor daquelas negociações, nomeadamente a proposta inicial daquelas entidades, no sentido da liquidação, argumentação do Governo português e todos os factos e argumentos relacionados com tal assunto, utilizados quer pelo governo português, quer por tais entidades".

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