CDS-PP quer "pilar financeiro" equilibrado com "pilar económico"

O CDS-PP defendeu hoje um equilíbrio entre o "pilar económico" e o "pilar financeiro", avançando propostas na área económica, que passam pela reforma da autoridade da concorrência e uma missão de financiamento à economia, pela Caixa Geral de Depósitos.

"Para o CDS, é essencial uma segunda fase da governação deste ciclo político, desta governação, em que o pilar económico equilibre com o financeiro", afirmou o porta-voz do CDS-PP, João Almeida.

Após a reunião do Conselho Nacional do CDS-PP, que decorreu hoje em Lisboa, João Almeida anunciou o lançamento de várias propostas que os centristas consideram "essenciais para essa importância que deve ser dada à economia".

As propostas passam pela "reforma do IRC, com redução da carga fiscal sobre empresas", um "'simplex 2', aplicado exclusivamente às empresas", para evitar que investimentos fiquem parados às vezes mais de dez anos, "por razões exclusivamente burocráticas".

O CDS-PP defende "uma reforma da autoridade da concorrência, que permita que a autoridade da concorrência funcione verdadeiramente e contribua para libertar mercados, que ainda hoje funcionam mal e obviamente prejudicam a economia".

Os centristas pedem ainda "um papel claro para a Caixa Geral de Depósitos no financiamento da economia".

"Ninguém percebe que exista um banco público em Portugal, se esse banco público não tiver uma missão clara e essa missão clara não permitir o financiamento da economia numa altura", argumentou.

João Almeida disse que o objetivo é "permitir com todas estas propostas e ainda com o clima que se permite gerar com a extensão das maturidades", um ambiente "que permita que a economia recupere a confiança".

À tarde, o presidente da mesa do Conselho Nacional do CDS-PP, Pires de Lima, que é gestor, afirmou hoje ter esperança de que a substituição de Miguel Relvas seja apenas o "primeiro ato" de uma remodelação ministerial que dê "outro peso à economia".

Pires de Lima defendeu que "é preciso compatibilizar o processo de ajustamento financeiro", com "uma preocupação muito grande com a economia, com o funcionamento das empresas".

"Isso, do meu ponto de vista, exige dar outro peso à economia, valorizá-la, creio mesmo que já só se fará se elevarmos o Ministério da Economia à categoria de Ministério de Estado, para estar no mesmo plano do Ministério das Finanças", sustentou.

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