CDS aprova coligação com PSD. Faltou um voto para a unanimidade

Conselho Nacional dos centristas dá luz verde ao entendimento pré-eleitoral com os sociais-democratas. Só o conselheiro Miguel Alvim optou pela abstenção.

O Conselho Nacional do CDS aprovou já na madrugada desta quinta-feira a coligação com o PSD para as próximas legislativas. Na reunião do órgão máximo entre congressos do partido liderado por Paulo Portas, 134 conselheiros votaram a favor e apenas Miguel Alvim se absteve.

No final da reunião, Telmo Correia, presidente daquele órgão centrista, disse aos jornalistas que a coligação traduz "um projeto de convicção" tendo em vista uma "solução de governação maioritária" num ciclo que antevê diferente. Ou, como explicou, "quatro anos de estabilidade e de crescimento". Em contraponto, frisou, "o PS não merece essa governação", dado que "não fez uma retificação relativamente ao passado".

Telmo Correia defendeu, de seguida, a alteração ao texto original da declaração conjunta assinada no sábado por Pedro Passos Coelho e por Paulo Portas no que refere ao timing do apoio dos dois partidos a um candidato presidencial. O também deputado insistiu na palavra "preferencialmente" - como estipula o documento - para vincar que esse apoio deverá acontecer após as legislativas.

Por outro lado, o presidente do Conselho Nacional confirmou o compromisso de que aquele órgão volte a ser convocado para apreciar o programa eleitoral da coligação, tal como alguns conselheiros pediram. "Uma formalidade" que Telmo Correia observou que "será cumprida" e que, antes, Portas não recusara aos conselheiros.

Já quanto às listas para a Assembleia da República, Telmo Correia foi taxativo, indo ao encontro daquilo que Portas tinha salientado à sua direção horas antes: "A priori, não há cabeças de lista do CDS. Nem essa reivindicação foi uma reivindicação que tenha saído deste Conselho Nacional."

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