Cavaco Silva mantém atual governo em funções até ao fim do mandato

Cavaco Silva lamentou que PSD, CDS e PS não tenham chegado a acordo mas recusou-se a recriminar qualquer um dos partidos. Sem um compromisso de salvação nacional, mantém governo até fim da legislatura.

Cavaco Silva começou a declaração lembrando que a 10 de Julho apresentou a solução que considerou "a melhor para a resolução dos problemas nacionais".

"Nestas circuntâncias [crise] é um dever fundamental lutar pela melhor solução. A que propus é indibutavelmente a melhor que serve o interesse nacional", defendeu o presidente da República, que lamentou que após seis dias de trabalho conjunto os três partidos não tenham alcançado o entendimento desejado.

Sem querer recrimar nenhuma das partes envolvidas, Cavaco congratulou-se com o facto de os dirigentes do PSD, CDS e PS "terem dado provas de que é importante dialogar e alcançar consensos".

"Estou convicto de que cidadãos estão agora mais conscientes de um acordo entre os partidos que subscreveram memorando de entendimento", defendeu.

Em democracia existem sempre soluções para as crises políticas", lançou, lembrando que, a 10 de julho, defendeu que eleições antecipadas não são solução.

"Considero que a melhor solução é a continuação em funções do atual Governo, com garantias reforçadas de coesão e solidez da coligação partidária até ao final da legislatura.", anunciou.

Cavaco Silva defendeu que "deve ser aprofundado o diálogo" com os parceiros sociais e agentes económicos. "É essencial que partidos da coligação estejam sintonizados de forma duradoura e inequívoca", disse, salientando que o governo deve empenhar-se no "relançamento da economia e combate ao desemprego".

O presidente revelou ainda que foi informado pelo Governo de que será apresentada uma moção de confiança no Parlamento.

O Presidente disse ainda que "nunca abdicará de nenhum dos poderes que a Constituição lhe atribui".

O presidente da República tinha desafiado os três partidos a entenderem-se, numa comunicação realizada a 10 de julho, mas após uma semana de negociações o entendimento não foi possível.

"Se esse compromisso não for alcançado, os Portugueses irão tirar as suas ilações quanto aos agentes políticos que os governam ou que aspiram a ser governo", avisou o presidente nssa comunicação, em que recordava que "o atual Governo se encontra em plenitude de funções".

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