Cavaco invoca carta promovida por Cameron para pedir reorientação da estratégia europeia

O Presidente da República defendeu hoje que a União Europeia deve recentrar as suas preocupações no crescimento económico e citou a propósito uma carta assinada por 12 primeiros-ministros europeus, mas não pelo chefe de Governo português Passos Coelho.

"Depois de uma fase em que se falou muito em consolidação orçamental, na União Europeia, o acento tónico está a ser colocado no desenvolvimento económico", afirmou Cavaco Silva, depois de referir que "agora até saiu mais uma carta assinada por 12 primeiros-ministros europeus" que sustenta esse ponto de vista.

O Presidente disse sentir "uma certa satisfação" com essa reorientação das preocupações europeias porque - sublinhou - "desde há muito tempo" que diz que "não se pode somar permanentemente austeridade a mais austeridade".

A carta invocada por Cavaco Silva foi enviada ao presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e ao presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e propõe um programa com oito pontos destinados a promover o crescimento económico e a responder à crise a nível da União.

O texto defende que a crise que enfrenta a Europa é "também uma crise de crescimento" e, apesar de considerar "essencial" a tarefa de pôr em ordem as contas públicas nacionais, diz ser "necessário" modernizar a economia, aumentar a competitividade e corrigir os desequilíbrios macroeconómicos.

Na última terça-feira, o secretário-geral do PS, António José Seguro, criticou o líder do governo português por não subscrever esse documento.

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