Cavaco diz que recebeu "garantia absoluta" sobre ministra

O Presidente da República, Cavaco Silva, afirmou hoje ter recebido do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, a "garantia absoluta" de que sobre a futura ministra das Finanças "não pesa" nada de "menos correto".

"O primeiro-ministro deu-me a garantia absoluta de que sobre a doutora Maria Luís Albuquerque não pesa qualquer coisa menos correta. Foi uma garantia absoluta que recebi do senhor primeiro-ministro", afirmou Cavaco Silva.

O Chefe de Estado falava aos jornalistas à margem de uma cerimónia do Dia da PSP, em Lisboa.

Os jornalistas questionaram o Presidente sobre a escolha de Maria Luís Albuquerque para substituir Vítor Gaspar na pasta das Finanças, nomeadamente, se estaria fragilizada pelo caso dos contratos de risco financeiro nas empresas públicas, os chamados "swap'.

"Nos termos da lei da Constituição Portuguesa é o primeiro-ministro que compete escolher os membros do seu Governo e eu sou talvez a pessoa que está em melhores condições para reconhecer isso porque, enquanto primeiro-ministro, substitui vários ministros", começou por afirmar Cavaco Silva.

Questionado sobre as consequências da substituição de Vítor Gaspar nas negociações com a "troika', o Presidente respondeu que as organizações internacionais "não negoceiam com o ministro A ou o ministro B, negoceiam com o Governo como um todo".

"Não sou eu que depois de o primeiro-ministro ter escolhido um novo ministro das Finanças irei julgar do mérito de A ou do mérito de B", afirmou.

Cavaco Silva disse que na "estratégia de negociação com a "troika'", que compete ao Governo, "não pode deixar de ser atribuída uma grande prioridade à recuperação económica e à criação de emprego".

"Com certeza que, nessa estratégia que cabe ao Governo definir e, agora com uma nova ministra, essas prioridades, espero eu, não podem deixar de estar no topo do diálogo que v ai ser estabelecido com as instituições", declarou.

Cavaco Silva reiterou que tinha informação da parte do Governo que a meta do défice para o ano de 2013 de 5,5% iria ser alcançada.

O Chefe de Estado recusou comentar a carta de Vítor Gaspar ao primeiro-ministro.

"Não comento cartas de ministros", respondeu.

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