Cavaco destaca "êxito" do regresso aos mercados

O Presidente da República, Cavaco Silva, sublinhou hoje "o êxito do regresso de Portugal aos mercados" e considerou que este processo será decisivo para a "recuperação do investimento, o crescimento da economia e a criação de emprego".

"O êxito do regresso de Portugal aos mercados internacionais da dívida pública reflete a melhoria da credibilidade do país no plano externo, que tenho vindo a testemunhar junto de diversos interlocutores estrangeiros, e beneficiou da entrada em vigor do Orçamento de Estado a 1 de janeiro", afirmou Cavaco Silva, numa declaração em resposta a uma questão enviada pela Agência Lusa.

Para o Presidente, "o sucesso desta operação contribuirá certamente para o reforço do clima de confiança e abrirá novas perspetivas de financiamento da economia portuguesa, designadamente quanto à disponibilização de crédito para as empresas e para a obtenção de taxas de juro em melhores condições."

"Estes fatores são decisivos para a recuperação do investimento, o crescimento da economia e a criação de emprego", sublinhou.

O Estado obteve na quarta-feira nos mercados 2,5 mil milhões de euros de financiamento, pelos quais pagará uma taxa de juro de 4,891% a cinco anos, tendo colocado 93% do total dessa dívida junto de investidores estrangeiros, segundo referiu a secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuque.

Cavaco Silva promulgou o Orçamento do Estado no final de dezembro, tendo enviado no início de janeiro três normas do diploma para fiscalização sucessiva do Tribunal Constitucional - a que impõe uma contribuição extraordinária de solidariedade aos pensionistas, assim como a suspensão do pagamento do subsídio de férias aos trabalhadores do setor público e dos pensionistas - por ter dúvidas sobre a "justiça na repartição dos sacrifícios".

O anúncio do pedido de fiscalização sucessiva foi feito na habitual mensagem de Ano Novo, na qual o Presidente da República disse que "todos serão afetados, mas alguns mais do que outros" pelas medidas inscritas no Orçamento, "o que suscita fundadas dúvidas sobre a justiça na repartição dos sacrifícios".

Na mesma ocasião, o Presidente justificou a promulgação do Orçamento dizendo que "se tal não acontecesse, o país ficaria privado do mais importante instrumento de política económica de que dispõe" e "as consequências no plano externo seriam extremamente negativas".

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